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Suportar-me
Como suportar-me Se sou um fingidor. Finjo tanto que nem sinto dor. Trabalho, trabalho. Esqueço que existo. Como suportar minha existência? Afogo-me na orgia das palavras, Procurando aceitar-me e compreender-me. Vou em busca de mundos imaginários, Procurando fugir das agruras existenciais. O que pretendo com minha caminhada? Conhecer-me, ser justo, fazer justiça. Quem sabe, Se sou el Caballero de la Triste Figura. El brujo 24.11.2009
Categoria: Poemas reflevivos
Escrito por El brujo às 11h18
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SAUDADE
Quando me for Vou transformar-me numa canção de amor. Vou ouvir o seu canto ora triste ora alegre Mas um canto de ternura, Sem lamento, sem saudade, Apenas uma canção de amor. Aquela canção que você deveria ter cantado Foi soterrada pelo desespero. Fiquei à espera Você nunca voltou. Hoje vejo Que fui o amor que você nunca praticou.
Categoria: Poemas reflevivos
Escrito por El brujo às 07h56
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Tudo Secou
Não quero ser politicamente correto. Quero viver na esbórnia, Viver e fazer o que não fiz. Quero fazer tudo de errado: Beber vodka, ficar embriagado; Comer feijoada, mão de vaca e rabada. Passar as noites vagando pelos prostíbulos. Tudo isso por que: Minhas lágrimas secaram. Meu coração tornou-se frio. A ferida fechou. Não vejo saída. Meu mundo findou. El brujo 18.11.2009
Categoria: Poemas reflevivos
Escrito por El brujo às 07h40
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Quando amar vai ser assim
Vou atravessar as portas do templo Andar nas quadro direções Farei carícias duplas Sem sair do templo Tocarei teus pelos pubianos Fazendo movimentos suaves e delicados. Vou acariciar teus lábios, E nos grandes lábios bater com ternura, Num ritmo regular e consistente. Sentar-me-ei diante de ti Nada veremos. Apenas sensação de prazer e alegria Nesta hora mágica Uma massagem dar-te-ei Como presente sensual Quero vê-la sentir-se livre Levitando em meus braços. Relaxada ficarás Sentindo-me tão plenamente Que tu não serás tu Serás eu e eu serei tu. El brujo 17.11.2009
Categoria: Poemas reflevivos
Escrito por El brujo às 21h04
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Stress
Tenho stress, Tenho problema Como todos. Sou feliz Ajudo quem não pode ser ajudado. Limitei-me a viver entre a tragédia E a esperança. Entre a morte e a vida. Fico feliz quando consigo Fazer rir, quem só quer chorar. Não sou feito de aço, Tenho o direito de errar, chorar, ficar sozinho. Minha maior alegria é sentir-me livre, liberto. Às vezes eu só quero chorar. Às vezes quero cantar mesmo que seja desafinado. Estou cansado dessa estufa de banalidades. Sinto algo esperando por mim, Longe, muito longe, mas bem perto de mim. Sinto que já estou indo........ El brujo 16.11.2009
Categoria: Poemas reflevivos
Escrito por El brujo às 10h24
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Maravilha
Estou maravilhado comigo, Com o mundo com os homens. Não interessa se ele é bom o mau. Somos diferentes dos animais. Rimos, pensamos . Sabemos distinguir entre o bem e o mal. Maravilhas são muitas. Nenhuma mais maravilhosa que o homem. Por que as pessoas estão sempre apressadas? Economizam o tempo e correm mais. Para conseguir mais tempo. Ficam exaustas. Não podem usar o tempo poupado. E o trabalho? É o meio, o prazer e o fim. Não fazemos assim. Ganhamos dinheiro, Transformamos o dinheiro em dinheiro. Onde fica a fruição da vida? Perdemos tudo de vista. Para que isto tudo serve? Nunca perguntei.!!! El brujo14.11.2009
Categoria: Poemas reflevivos
Escrito por El brujo às 08h23
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Dualista
Não sou essencialmente nem bom nem mau. Sou acionado diariamente por duas forças contraditórias. Vida e morte, Preto e branco, Ormuzde e Arimã, Noite e dia, Sol e Lua, Homem x mulher. Viver x destruir. Somos formulações dessas polaridades existenciais. Ora temos ódio reativo, Ora temos ódio irracional. Não tenho ódio irracional, Meu ódio é reativo Não é antagônico. É apenas o impulso da vida. Sou eu e minha aparência. Sou eu e meu interior, Valho mais pelo que sou Do que aparento ser. Sou dualista. El brujo 12.11.2009
Categoria: Poemas reflevivos
Escrito por El brujo às 06h16
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Teus Olhos
Tens olhos imensos, Com íris cristalina, Não sei se castanho ou cinza, Queria que fosse de azul violáceo. Franginha, babados E uma sincera falta de afetação. Tudo isso deixou-me apaixonado. Tudo em você é cool. És sonho de todo homem apaixonado. Não quero os planetas, Não quero as estrelas, Nem mesmo uma superprodução de hollyuwood. Quero apenas você, Simples como uma gota de orvalho, Alegre como o riso de uma criança, Feliz como um beijar-flor Em um jardim florido. Se nada disso me for dado, Quero apenas uma lembrança herdada, Ou apenas um olhar de paixão. El brujo 08.11.2009
Categoria: Poemas reflevivos
Escrito por El brujo às 12h21
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Para Michele Vedras
Vivemos no misto de zoológico e circo Somos hostilizados por intolerância todos os dias. Estamos numa arena romana Onde todos berram e gesticulam Tudo porque não somos o padrão. São pessoas sem formação, Que por burrice ou preguiça, Formaram-se em alguma boca de porco. Expulsem a puta!!! Como pode uma universidade ter tanto alunos Com esse comportamento? Que tipo de ensino lhe é transmitido? Podemos chamar de ensino? Não os vejo como pessoas, como gente, Mas uma horda de bárbaros. Na idade média mulheres eram Apedrejadas por serem imorais, No passado a massa era de ignorantes, Hoje de universitários. Na revolução de 64 policiais a cavalo, Invadiram a PUC e espancaram estudantes, Hoje a polícia é chamada Para salvar uma estudante Acuada por cavalos matriculados na Uniban. É o preço pago a quem sai dos padrões da mediocridade. Ela estava apenas exercendo o seu direito de cidadã, Não ofendendo a ninguém com sua atitude. Viva a horda de bárbaros!!! Comandada por Átila Rei dos Unos. El brujo 02.11.2009
Categoria: Poemas reflevivos
Escrito por El brujo às 20h44
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O gosto pela vida
Não gosto de gente que tem seu próprio mundo.. Gosto de gente que pensa, que tem os pés no chão, Que chora, que ri, que ama, que se emociona, Que curte flores e ama os animais. Gosto de gente que tem Deus no coração e sabe perdoar, Que tem tempo para sorrir de coisas sérias e de coisas simples. Gosto de gente que sabe se fazer melhor, Que são mais desapegados, mais sensíveis, mais amorosos. Mais responsáveis. Gosto de ser gente. Ser eu mesmo. Solitário, ensimesmado, telúrico, Ermitão de meu próprio mundo. Escritor, diretor e único personagem do filme, Da minha vida. Quero ser humano transcender o próprio eu Para compreender minha existência. Vou prosseguir na caminhada Até me tornar senhor da natureza E de mim mesmo. Gosto de gente assim Que não pensa na morte mas pensa na vida. El brujo.
Escrito por El brujo às 06h56
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OQUE FELICIDADE?
Existem tantos conceitos de felicidade. Felicidade é felicidade. Ela sou na minha interioridade, Não quero a felicidade como recompensa da virtude. Ela e eu somos a própria virtude existencial. Quando somos e estamos em felicidade Ela é hospedeira de nossos apetites sensuais. Não quero a felicidade como queria Aristipo: Acreditava que alcançar o prazer e evitar a dor Eram a finalidade da vida. Sou feliz na virtuosidade, Meu viver é de sacrifício, obediência, Até já suprimi a individualidade. Sou a ética antropocêntrica De um tempo falido, de um ser sem ser, De uma sociedade sem valor. Minha ética transcende a mim mesmo, Sou a essência da existência humana. Porém triste ao ver o homem moderno Fragmentado, diluído, sem ser ele mesmo. Eu me pertenço, eu sou eu mesmo, E minha maldição dicotômica: Vida x morte. El brujo 25.10.2009
Categoria: Poemas reflevivos
Escrito por El brujo às 07h55
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O caráter
. Quero amar. Mas só posso realizar-me, Ser feliz e amar, Em ligação e união com meus semelhantes. Sinto que amar Não é um fenômeno transcendental, Mas algo inerente ao meu ser, Que irradia para o meu próximo. O amor não desce sobre o homem, Como uma força superior, Também não lhe é imposto, É o próprio poder do amor Fazendo com que nos relacionemos com o mundo, Tornando o amor algo próprio de cada um. Sou a minha própria luz, Sou o cajado em que me apoio. Sou à verdade que está dentro de mim, Sou a única luz a me alumiar. Eu sou apenas eu, Pertenço a mim e a mais ninguém. Nenhum outro homem é igual a mim. Identifico-me com Deus na medida em que sou idêntico a Ele. El brujo. 25.10.2009
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Escrito por El brujo às 07h35
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O ERRO
Sou um desconhecido, Procurando-me no infinito. Sinto que tenho asas, mas não posso voar. Tenho opinião própria, mas não posso falar. Tenho sentimentos, mas não posso sofrer. O sofrimento não sofre. Sou humano, sensível, Mas não sou perceptível. Nem sou forte nem sou fraco Sou homem. Corro sempre em direção ao mar, Não quero me perder nele, Quero ser como ele. Sou faca de aço polida, Cortante dos dois lados, Mas não sou feito de aço. Estou sufocado, sem comunicação. Quero voar e não me deixam, Quero viver e me impedem. Quero cantar mesmo que seja desafinado, Mas não permitem. Quero ser livre,mesmo errando, Não quero ser além do que posso ser. Estou cansado de tudo e de todos. Da hipocrisia e da mediocridade, Do supérfluo e da banalidade. Tenho o direito de dizer não,. De aceitar e não aceitar. Estou cansado, sufocado, preso e Quase me sentindo impotente, Mas estou indo para muito longe dentro de mim mesmo. El brujo 19.10.2009
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Escrito por El brujo às 20h36
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ELOGIO À LOUCURA
Não posso mais, infelizmente,abraçar-te,Nem beija-a,nem cantar parabéns. Lamento profundamente. Tua partida foi rápida e inexorável. Tudo passou tão depressa, Que ainda sinto tua presença, Como se estivesse voltando de uma caminhada. Não posso te esquecer, Estais viva dentro de mim. Deixastes exemplos e ensinamentos, Como ser honesta, justa,sensível , Carinhosa e amável. Não importa o que aconteça, Nem quanto tempo passe, Você estará sempre presente em minha vida. Não estou aflito nem triste, Apenas com saudade El brujo 18.09.2009.
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Escrito por El brujo às 09h09
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Sou a minha própria Via Crucis
Dizem que nasci livre, Mas estou preso por onde ando. Nasci parecido comigo mesmo. Hoje sou apenas uma cópia. Vivi sempre caminhando, Mas busquei no passado a compreensão existencial. Tenho convicção absoluta que vou morrer, Mas procuro viver como se fosse viver para sempre. Minha vida é um fragmento de um romance. Hoje procuro lembrar de minha história E descobrir como ela terminará. Sei que sou uma ficção inventada pela vida. Mas um dia irei transformar-me Na odisséia à procura de minhas origens. El brujo 15.10.2009
Categoria: Poemas reflevivos
Escrito por El brujo às 20h01
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