A dança tântrica do amor

 

 

 

Hoje não vou meditar sobre a vida.

Nem sobre as encruzilhadas do destino.

Hoje quero apenas visualizar meu amor,

Transforma-la numa deusa,

Colocar o amor sexual num plano superior

Ao ato físico.

Sentir um instante de ausência terrena,

Buscando o sexo ardente como algo divino.

Nesse momento tão íntimo, tão santificado,

Tão divino, ao penetrarmos um no outro,

Fundimo-nos num só corpo.

Momento que reverenciamos essa plenitude única,

Com admiração e respeito.

Humildemente reconheço que quando realizamos o ato sexual,

É como se  fossemos deuses fazendo  amor .

É uma experiência cósmica única.

É um ato sublime, diferente de tudo.

Hoje entendo que não paramos de fazer amor porque envelhecemos,

Mas envelhecemos porque não fazemos mais amor.

Hoje quero dançar para ela, ou mesmo dançarmos juntos.

Apenas nosso corpos nus, festejando a vida.

 

 

El brujo 13.09.2009